domingo, 9 de novembro de 2014

"Todos nós representamos. É o que fazemos com os outros o tempo todo, propositadamente ou não. É um jeito de falar de nós mesmos na esperança de sermos reconhecidos como o que gostaríamos de ser. (...) O tempo cura todas as feridas. E se não cura, você as chama de outra coisa e concorda em deixar que elas fiquem." Emma Forrest

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Álvaro de Campos

O que há em mim é sobretudo cansaço —

O que há em mim é sobretudo cansaço 
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A sutileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas 
Essas e o que falta nelas eternamente;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada 
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimo, íssimo, íssimo,
Cansaço...

"Eles formavam um dos casais mais lendários da História. Os dois estão sepultados no mesmo jazigo. Impossível pensar em um sem lembrar do outro.

O impacto de seus escritos no pensamento moderno é inestimável, mas Sartre e Beauvoir são igualmente lembrados pela vida que levaram. Eram brilhantes, corajosos, inovadores.

Como estudantes, não podiam ter tido uma atuação mais brilhante, no entanto deram as costas para a rigidez acadêmica e as sutilezas burguesas. Tornaram-se ícones como livres-pensadores e intelectuais engajados. Sua produção abrange um extraordinário leque de gêneros.

Sartre e Beauvoir são associados com liberdade. Sua filosofia não era uma mera teorização, foi feita para ser aplicada à vida. 

Rejeitaram o casamento. Nunca viveram juntos. Tinham abertamente outros amantes, davam-se bem com os amantes um dos outros, às vezes, dividiam-nos.

Este livro mostra a paixão, a energia, a audácia, o humor e as contradições de seu notável (e pouco ortodoxo) relacionamento.

Esta não é uma biografia de Sartre e Beauvoir, é a história de uma relação. Quis retratar essas duas pessoas de perto, em seus momento mais íntimos.

Podemos ou não considerar esta uma das grandes histórias de amor de todos os tempos, mas é uma grande história. Exatamente o que Sartre e Beauvoir sempre quiseram que suas vidas fossem."

(Hazel Rowley)

Finalizações

Às Vezes construímos sonhos em cima de grandes pessoas... O tempo passa... e descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e as pessoas pequenas demais para torná-los reais!Bob Marley

Finalizações...A vida realmente precisa delas. Obsessivos precisam disso: começar, levar adiante e finalizar. Um dia as coisas deixam de fazer sentido. De repente, assim, de uma hora para outra. Talvez por tanto pensar no assunto. Talvez por necessidade.Expectativas são o caminho mais curto para as desilusões. Mas elas são criadas por nós, tão cheios de esperança, de dar sentido ao que não tem mais sentido. E aí...pum. Acabou. Fechou-se um ciclo. Desatou-se os nós. Tão de repente...Engraçado como tudo que parecia tão complicado torna-se tão simples! Ninguém entende. Porque para os outros tudo parece tão instável, tão contraditório. Se os outros soubesses como funciona a mente de pessoas como nós, talvez não perdessem tanto tempo protelando. Talvez...