quinta-feira, 29 de agosto de 2013

"Não canse quem te quer bem. Evite repetir sempre a mesma queixa. Desabafar com amigos, ok. Pedir conselho, ok também, é uma demonstração de carinho e confiança. Agora, ficar anos alugando os ouvidos alheios com as mesmas reclamações, dá licença. Troque o disco. Seus amigos gostam tanto de você, merecem saber que você é capaz de diversificar suas lamúrias." Martha Medeiros

Bom, é assim que estou me sentindo hoje... sempre as mesmas lamentações, sempre as mesmas novidades, que não são mais novidades. E me pergunto: por que tudo é tão complicado? Por que as pessoas não facilitam as coisas, não aproveitam os momentos ruins para crescerem? Puxa, tudo 


de mal que passamos nos tra
z algo de bom, pelo menos algum ensinamento há de ter. Então, por que algumas pessoas não "andam pra frente"? 

Raiva tenho também de quem insiste em dizer que "não consegue". Caramba! Como não conseguir se nem se tenta? 

Sabe, sou Psicóloga e adoro a minha profissão, mas às vezes fico realmente irritada com quem não quer ser ajudado, com quem não sabe o que quer e coloca nas mãos dos outros toda a responsabilidade da sua vida. A vida está aí... Vamos viver intensamente!  E se não consegue, pelo menos sai do caminho e deixe quem quer viver passar!




segunda-feira, 1 de julho de 2013

INTIMIDADE: PRÓS E CONTRAS

Meu amor, obrigada por estar sempre presente!!!!


INTIMIDADE: PRÓS E CONTRAS

As pessoas desancam o casamento. Dizem que o amor mingua, que o sexo começa a rarear, que a rotina é acachapante. Dizem, dizem, mas as pessoas seguem casando e mantendo-se casadas por quilométricos anos. Qual é a boa dessa história? Uma jóia chamada intimidade. Íntimos, muitos acreditam, são duas pessoas que possuem relações físicas e emocionais entre si. É bem mais que isso. Intimidade é você não precisar verbalizar tudo o que pensa, é aceitar a solidão do outro, é estarem familiarizados com o silêncio de cada um. Intimidade é não precisar estar linda em todos os momentos, não precisar ser coerente em todas as atitudes, é rirem juntos de uma história que só eles conhecem o final.

Intimidade é ler os olhos, os lábios e as mãos de quem está com você. Mais do que repartir um endereço, é repartir um projeto de vida. Não basta estar disponível, não basta apoiar decisões, não basta acompanhar no cinema: intimidade é não precisar ser acionado, pois já se está mentalmente a postos.

Intimidade é não ter vergonha de ser o que a gente é, não precisar explicar coisa alguma, ser compreendido e brigar sabendo que nada irá se romper. Intimidade é não precisar andar na ponta dos pés pelos corredores de uma vida compartilhada.

Muitos mantém-se casados por causa desse idílio que é não precisar se anunciar todo dia como um investimento seguro, podendo inclusive usar aquelas camisetas puídas e comer o "s" de um palavra no plural sem que a sua cotação desabe. Só há uma coisa ruim na intimidade: a falta que faz um pouco de cerimônia.

Calcinhas penduradas no banheiro, o telefonema sempre na mesma hora da tarde, o arroto que dispensa o pedido de desculpas, o lençol amarfanhado, a TPM todo santo mês, o mesmo perfume, as mesmas reações, o mesmo cardápio. O lado negro de um matrimônio feliz.

O casamento dá uma intimidade rara, apaziguadora, salutar. Não há máscaras nem teatro: é o habitat natural de um homem e de uma mulher que se querem como são.

Martha Medeiros

Você me faz tão mal

Andei lendo uns textos dela e achei muito legal. Esse não está na íntegra, mas é muito bom!

Você me faz tão mal.

Implica comigo, discute comigo, briga comigo. Me xinga, me ofende... Às vezes acho que você não é humana. Não pensa antes de agir, se te der vontade, simplesmente faz. Quando não acha saída, mete os pés pelas mãos.
 

Parece uma vampira que suga todas as minhas forças, e depois vai embora mais forte e confiante. Mas nunca se satisfaz, sempre volta e suga mais um pouco de mim.
 

Ah! Se meu coração pensasse... Ele te mandaria embora.

 Se a gente pudesse escolher de quem vamos gostar, seríamos infelizes. Afinal, escolheríamos sempre pessoas bonitas, educadas, sensatas, responsáveis e inteligentes. Que graça tem? Uma pessoa desta, nunca vai te fazer mal, e você vai sempre ser tranquilo. E essa tranquilidade irá virar rotina, e essa rotina vai te matar de tédio. Porque uma vida sem obstáculos, é uma vida sem sentido.


Você é o tipo errado de pessoa certa. Passa dias sem me procurar, para me despertar saudade, e para que quando nos encontrarmos a entrega ser maior. Me faz sofrer um dia, para no outro dia me recompensar de amor. Me sufoca, para poder me fazer respirar. Tenta me manipular, e a minha única saída é fazer o mesmo. Saber jogar o seu jogo, fazer o que você quer e fazer você fazer o que eu quero. Porque aí, nada vai ser rotina, eu vou sempre me surpreender e você também.

 É claro que não vou deixar minhas coisas, sonhos e objetivos de lado. Mas nas horas vagas, eu serei só de você.
 

Serei sempre aquela pessoa que pensa antes de agir, vou fazer de tudo para vencer na vida, mas como já disse, nas horas vagas eu serei completamente e irrevogavelmente seu. E eu sei que você será o mesmo. Pois por mais que eu tente, eu sei jogar seu jogo, e sei fazer o mesmo com você.


Gabriella Beth Invitti

terça-feira, 25 de junho de 2013

O amor dos homens sensatos – acaba.

Era compreensível o afastamento que ele mantinha dela. Os dois bem sabiam as diferenças que haviam entre eles. E, vez em quando, um buscava como defesa, explicar cada ponto que os separava. Ainda que compreensível, não havia motivos para tudo aquilo. Talvez fosse para aumentar a dor, talvez fosse mesmo um escudo, ou talvez, não era amor que eles sentiam.

A realidade tem o dom de provar quão ela é diferente dos contos de fadas e das minhas próprias palavras. Ela chega e bate em minha cara: “O que você escreveu? O que você escreveu, não é assim!”. – Ainda que sou só uma dominadora de palavras. Pena, não tenho de mim. Pena, tenho dela: que era uma sonhadora. Que amava sem medidas, se entregava de todos os jeitos, acho que se tornava até insuportável por ser tão aberta. Enquanto ele: realista, saudável, intocável... Parecia não sonhar. Mas sonhava, todos sonham.

Não era uma história de amor sem emoção. Despertava sorrisos sinceros e involuntários como qualquer outra história. Só não era, exatamente, de amor. Era um caso impossível – “impossível”, tenho certeza de que ele gostaria desta palavra.

“Ama-me”, ela pedia com seus olhos negros. “Vou lhe amar”, ele devolvia com seus olhos cor de amor. O bastante. Era o bastante, se eles não se preocupassem tanto.

Talvez, o que mais os atraiu quando se conheceram, era que os dois tinham tamanha preocupação, precaução e loucura. Razão e emoção, como uma guerra, os habitava. Mas ela se apaixonou. Este foi o erro. Ela se apaixonou e agiu como apaixonada. Ele, talvez, tenha se apaixonado, mas conteve-se.

Devia ser certo: eu vou te amar, quando você começar a me amar, e vou te amar da mesma maneira. Reciprocidade devia ser certo. Assim, tudo seria certo. Mas não é.
Tem o errado, como há todo o resto.

E nada nos dois parecia ser recíproco. Às vezes, acho que essa coisa de “faltar”, deve atrair, deve ser o que realmente nos faz sentir aquele calor que sobe dos pés a cabeça: a paixão. Mas eles chamavam tudo de amor, eles agiam com amor, e depois – fugiam.

Voltando: Era compreensível o afastamento que ele mantinha dela. Mas foi este mesmo que os separou. O que era para ser uma história linda, daquelas tristes que tinham final feliz – não foi. Acabou, sem muitas explicações, sem ponto final. Virou reticências, que – iniciou outro parágrafo.

Embora eu ainda creia que, o amor, ainda os acompanhe. Porque fui eu, eu que descrevi cada gesto de amor deles, em palavras. Fui eu, que tornei real. E memorável, assim, como é memorável um diário.

Só que, de fato, eles não se verão mais. Aqueles lençóis não terão mais o perfume dela, porque ela nunca mais voltará  a passar a noite naquela cama. Aqueles hematomas nunca mais aparecerão na pele dela, porque ele nunca mais apertará com força sua pele. Mudarão tudo, até que não haja vestígios, até que não exista mais contato.

E eu não enxergo felicidade alguma nisso: acabou, simples, acabou. E os dois fingem que nada existiu. Então, os amigos em ato de consolo dizem: “Lembre-se apenas dos momentos felizes...”. E, a história deles, foi uma história triste. Porque o amor, só é bem grande, se for triste.

Ela chorará, sem lágrimas para esconder, durante meses – até toda aquela saudade passar. E ele fará o mesmo. – Tenho a certeza de que, um – assim como o outro, terá vontade de se aproximar, falar, pedir se está tudo bem, pedir para voltar... Mas só ficará na vontade – não irá. É incrível o orgulho dos apaixonados. Orgulho bobo, para não sofrer – que, só faz sofrer.

Aquela foi mais uma história de amor que se acabou pelo raciocínio humano que, de tão inteligente, torna-se ignorante. Desde quando a inteligência nos faz sofrer? Desde que o primeiro insensível coube-se a escrever sobre razão, orgulho, sensatez – quando, o homem, o ser-humano – é feito de sentimentos.

A dor veio no primeiro julgamento – que, tenho a certeza: calou-se, depois de um tempo, por ser julgado também.

E aquela foi mais uma história de amor, que não foi de amor, terminada pela fúria dos homens.

Compreensível era a distância que ele mantinha dela – por todas os ensinamentos racionais inumanos. Incompreensível, foi a saudade atordoante que ele sentira, depois que conquistou o afastamento dela.

Palavras perdidas, desnecessárias. Joguei-as fora. Perdi meu tempo. Sinto-me traída.

É assim que estou depois de meses escrevendo sobre um amor que não foi.

Mas deixo uma dica para minha próxima história de amor: trate seu amor como gostaria que ele o tratasse, ame sem medo, sinta – porque você é feito de sentimentos. E faça-me escrever sobre a beleza disso tudo. Faça-me escrever feito louca. Só me faça escrever. Só isso.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Culpa ou Responsabilidade?

Esses dias estive pensando muito sobre culpa ou responsabilidade... Descobri um texto muito legal que me esclareceu muitas coisas:

Setembro 09 2011
Autora: Fabiana Andrade
Psicóloga Clínica

"Sei que foi culpa minha, não lhe dei atenção estes anos todos, é natural que ela tenha se apaixonado por outra pessoa”;
 “O meu pai está sempre zangado, todos os dias, a culpa é minha pois sou uma fonte de preocupações”;
“Ele disse que precisava de outras experiências, que estava numa fase pouco disponível, isso parece-me mentira, sei que a culpa é minha, já não é a primeira vez que alguém me deixa”.

Há pelo menos duas impressões imediatas que saltam à vista nestes exemplos. Uma implícita: a presença única do EU. Repararam que tudo passa a ser sobre a própria pessoa quando ela se assume culpada de algo?

Eu, eu, eu, como se elas tivessem todo o poder de controlar tudo e todos e fosse tudo sempre sobre si, o outro praticamente não existe na relação, nada é sobre o percurso do outro, tudo vem parar sempre na noção de que aquilo que aconteceu se deve antes de mais a alguma característica ou ação da própria pessoa.
A palavra Culpa vem do Latim culpa e designa não só uma falta para com a lei, seja ela religiosa ou civil, mas também a consciência dessa falta por quem a cometeu. Assim, o conceito de culpa serve há anos para punirmos quem transgride leis e normas, serve para a organização da sociedade. Está presente no âmbito jurídico e penal, no âmbito social e surge sempre que alguém se desvia da norma.
Então o que fazer se identificarmos em nós mesmos esta tendência?

Em primeiro lugar entender que culpa é diferente de responsabilidade. A culpa pressupõe um vilão e uma vítima, a responsabilidade é partilhada entre dois iguais. Assim, nos relacionamentos, há sempre responsabilidades dos dois lados, observe qual é a sua e lembre-se de entender qual é do outro.

Lembre-se que nem tudo é sobre si. Você não tem poder sobre a decisão dos outros, elas devem-se ao processo do outro e não ao seu, não tem poder de impedir catástrofes, doenças e acidentes, tem apenas poder de decidir sobre a sua própria vida e buscar caminhos para a sua felicidade. Com certeza eles não passam por continuar a sentir-se culpado de tudo!

Responsabilidade é força, é liberdade para modificar o que não está bem, com o foco no futuro. É assumir e aprender com as consequências dos nossos erros e olhar para eles como oportunidades de aprendizagem. É uma postura adulta e saudável perante a vida.

Quando me culpo, imediatamente vem a tendência de achar que não preciso ter "pena" de mim mesma, até porque pena é um sentimento muito negativo e não combina comigo. O que quero dizer com culpa é responsabilidade. Responsabilidade em assumir seus erros, em não colocar sempre a "culpa" no outro, como se fosse vocẽ sempre a vítima... É saber os motivos que te levaram a tal atitude e não ter vergonha deles, é buscar sempre um aprendizado nas coisas que acontecem, boas ou ruins.

É isso realmente que sempre quero dizer com "culpa", nunca um sentimento de menosprezo. Ahhh, está bem, gosto mesmo de palco e gosto quando as pessoas se preocupam. Mas sou tão forte que minutos seguintes estou eu, ativa, não perdendo meu tempo com lamúrias sobre a vida.

E depois que comecei a clinicar, percebi que meus "problemas" são mínimos diante desse mundão que se apresenta a mim agora. Eu tenho responsabilidades, mas tenho escolhas a fazer, e se estou onde estou é porque ESCOLHI assim. E se duvidam da minha capacidade de escolha, é porque não me conhecem. Sempre faço tudo de maneira tempestiva, mas sempre sei bem o que estou fazendo. Minha mente funciona a mil e essa é uma das minhas maiores qualidades: "Quando você vai, eu já estou voltando há muito tempo." :)