sexta-feira, 29 de outubro de 2010

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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Comer, rezar, amar

Esse tempo que estou tendo me faz pensar, pensar, pensar... consegui ler o livro Comer, rezar, amar de Elizabeth Gilber e adorei. Algumas passagens me chamaram atenção:

" Sempre gostei da idéia de carma... a filosofia cármica só me atrai em um nível metafórico, porque, mesmo no espaço de uma vida, é óbvia a frequência com que precisamos repetir os mesmos erros, batendo com a cabeça nos mesmos velhos vícios e compulsões, gerando as mesmas conhecidas consequências tristes e muitas vezes catastróficas, até finalmente conseguirmos parar e consertar isso. Essa é a maior lição do carma - cuide dos problemas agora ou vai ter de sofrer de novo mais tarde, quando estragar tudo da próxima vez."

" Santo Antonio, certa vez, escreveu sobre quando foi para o deserto fazer um retiro de silêncio e foi acometido por todo tipo de visão - tanto demônios quanto anjos...quando lhe perguntaram como ele sabia a diferença, o santo respondeu que só se pode dizer quem é quem com base na sensação que se tem depois que a criatura for embora. Se vc ficar arrasado, disse ele, então foi um demônio que veio visitá-lo. Se vc se sentir mais leve, foi um anjo."

Sobre o carma, essa é minha vida profissional, cheia de repetições. Sobre anjos e demônios, conheço tanto a sensação de arraso quanto de leveza ao conhecer e deixar para trás certas pessoas.

Um lugar para se viver

A Maria Rezende é uma poeta carioca que recentemente lançou um livro encantador chamado Bendita Palavra, onde, entre tantos versos, fui surpreendida por este: dentro de mim não é mais um bom lugar para se viver.Semana passada eu decretei que o melhor lugar do mundo é dentro de um abraço. Mas o abraço é um refúgio externo. O que fazer quando dentro de nós, esse lugar privativo, deixa de ser um bom lugar para se estar?

O verso da Maria Rezende reflete uma necessidade de se exorcizar, o pânico de não detectar dentro de si um abrigo, uma quentura, um espaço aprazível onde caibam todos os nossos fantasmas. A voz que fala através da poeta tem vontade de expulsar-se de si própria, já não reconhece um sol interno – isso sou eu que estou interpretando, Maria fala mais bonito: "teve um tempo em que esse dentro parecia com o fora/ era um ótimo lugar pra uma moça como eu era".Aí a personagem do poema virou uma moça diferente, hospedou em si uma criatura arrebentada, ferida, e danou-se, agora ela não é mais um bom lugar para se viver.

Explica tanta coisa, esse sentimento.Explica a gente não conseguir se relacionar bem com os outros, explica autoflagelo, explica engordar ou emagrecer além do razoável, explica suicídio, explica a sensação de ser um estrangeiro até para si próprio. Como lidar com esse despatriamento, para onde levar nossa mochila, nossa bagagem, nosso "eu mesmo" pra se instalar em outro corpo? Nascer de novo não dá.

Ou até dá. Até dá.

De vez em quando é necessário se perguntar se dentro de nós é um bom lugar para se viver. Depois de ler a poeta carioca, eu tenho me perguntado. E a resposta, sem nenhum ranço pseudointelectual, sem nenhuma espécie de autoaversão, ou seja, da forma mais simplória, é que sim, eu sou um bom lugar para se viver.

Dentro de mim há pensamentos demais, o que torna tudo meio caótico, mas tenho tentado dar uma arrumada nessas ideias e manter cada uma em sua gaveta. Há também sentimentos variados, mas de forma alguma vou expulsá-los, deixo que circulem à vontade por esse meu corpo que lhes serve de ringue, já que eles às vezes brigam uns com os outros.

Dentro de mim é sempre verão e toca música o tempo inteiro, e mantenho uma satisfação secreta que precisa se manter secreta para não passar por boba. Há crianças e adultos dentro de mim, todos da mesma idade. Aqui dentro existe uma praia e uma montanha coladas uma na outra, parece até Rio de Janeiro, só que os tiroteios são feitos com bala de festim.

Dentro de mim estão muitas lágrimas que não foram choradas para fora e muitos sorrisos que, de tão íntimos, também guardei. Dentro de mim são produzidas algumas cenas sofisticadas e também roteiros de filme B. Um universo movimentado e contraditório: como não gostar de viver aqui dentro?
E você, tem sido um bom hospedeiro de si mesmo?
Martha Medeiros (cronica publicada no jornal Zero Hora de 14/06/2009)

Aprenda com os lobos

O que pode acontecer quando a "força" não é acompanhada de "caráter"

Conheci certa vez uma empresa em que a diretoria estava muito feliz com o gerente do departamento que trazia os melhores resultados. Passado algum tempo, ao visitar a empresa, fiquei sabendo que ele havia sido demitido. Fiquei surpreso, mas depois entendi, pois o motivo não tinha a ver com os resultados financeiros. Nisso ele era bom. Já sua conduta ética...

Quando dois lobos disputam a liderança de uma matilha partem para o confronto físico até que um deles, derrotado, deita de costas no chão. É ai que reside a beleza dessa história: o outro lobo interrompe o ataque, deixando o vencido em paz, pois a intenção não é ferir ou matar o oponente, mas apenas vencê-lo na disputa pelo poder. Mas, veja só, se o lobo vencedor continuar a atacar o vencido, ele será rechaçado pelos demais, podendo até ser atacado pela matilha que irá liderar. Sem ter compaixão pelo vencido, ele demonstra fraqueza de caráter. Tem de mostrar respeito pelo vencido. Uau, ponto para os lobos!

Ultimamente, "resultado" é diferente de "resultado a qualquer custo", pois este não garante o "resultado sustentável". Isso é importante porque a matilha, cedo ou tarde, vai se amotinar e negar a autoridade do tal líder sem caráter. Aí os resultados vão começar a minguar.

Um líder de verdade carrega consigo um certo espírito de nobreza, capaz de angariar o respeito até dos adversários. Assim constrói a tal sustentabilidade. Se não for deste modo, vamos acabar dando razão ao empirista Thomas Hobbes, que disse que neste mundo estamos todos contra todos e que o verdadeiro lobo do homem é o próprio homem. Não precisa ser assim e, por ironia, podemos aprender com o próprio lobo!
“Nunca se queixe...Nunca se explique...Nunca se desculpe....”
“Aja ou saia...Faça ou vá embora...”
“A História não registra boas intenções, mas o que fazemos ou deixamos de fazer...”
“Amo os que me amam e admiro os que me odeiam por conseguirem  odiar uma pessoa tão adorável!

Sofrimento é vc quem faz...

Às vezes me perguntam o motivo de ainda falar tão bem com certas pessoas que me fizeram sofrer. Respondo que não me arrependo dos momentos que sofri e que carrego minhas cicatrizes como se fossem medalhas. Sei,certas escolhas têm um preço alto, tão alto quanto o preço da escuridão.
As tragédias e os sofrimentos acontecem porque são parte da vida. Geralmente, o Universo nos indica que estamos errados, quando nos tira o que temos de mais importante. O perdão é difícil, mas não há escolha. Se não perdoar irá pensar sempre no sofrimento causado, e esta dor não passará nunca.
A energia do ódio não irá nos levar a lugar nenhum; mas a energia do perdão, que se manifesta através do amor, conseguirá transformar positivamente nossa vida. Existem duas saídas: apenas um constante desejo de ter piedade de si mesmo, porque foi vítima de injustiças. Ou então ir para o lado oposto: vestir-se como um vingador pronto para ferir mais ainda aquele que o machucou. Vocês não acham que é perda de tempo?
Desejo vingança contra aquela pessoa? tão insegura, tão perdida, e que mesmo assim conseguiu o que queria naquele momento? desejo provar a mim mesma que sou melhor? muito melhor? Sei que me senti, por um certo tempo, insignificante...mas não podia seguir convivendo com fantasmas, não podia deixar que o meu universo inteiro continuasse sendo dominado. À medida que resolvemos encarar um problema, somos muito mais capazes do que pensamos. Esse é o meu LEMA.

Inteligência

"O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante de
um idiota que banca o inteligente"

ALICE, É VOCÊ?


ALICE, É VOCÊ?

(adaptado do livro Insight I) - Daniel C. Luz
"A verdadeira função do homem é viver, não apenas existir." (Jack London)


Você se lembra da história Alice no país das maravilhas? Lembra-se de quando ela chegou à encruzilhada e indagou ao gato que se encontrava ali perto que caminho devia seguir? O gato perguntou aonde ela queria ir. Alice respondeu que não sabia. O gato replicou que, sendo assim, qualquer caminho a levaria a seu destino. Como Alice, a maioria de nós não sabe aonde quer ir. Levantamos de manhã porque disseram que temos de trabalhar. Passamos o dia trabalhando, fazendo tudo o que tem de ser feito. No fim do dia, vamos para casa, passamos algum tempo com a família, jantamos e nos acomodamos diante do televisor, deixando-o insultar nossa inteligência e anestesiar nossas mentes curiosas, de modo que, na manhã seguinte, quando o despertador tocar, possamos estar suficientemente entorpecidos para começar outro dia de rotina, em que não atingiremos nenhuma meta. Em outras palavras, quase todos nós perambulamos sem rumo, somos organismos passivos, reagindo aos desafios da vida como o proverbial barco sem leme. O barco encontrará um porto? Nem mesmo um porto determinado, mas qualquer um? Dificilmente. Se isso acontecer, será por acaso. Chega a ser trágico, mas a maioria de nós gasta mais tempo fazendo planos para uma festa, uma viagem de férias ou um passeio do que planejando a própria vida!
Para onde está indo?
Você se vê em uma subida difícil, em algum degrau da vida, que parece desaparecer nas nuvens lá em cima. Algum dia você terá filhos. Um dia eles terminarão a escola. Um dia surgirá um emprego melhor. Um dia seus filhos se casarão. Um dia terá mais liberdade para viajar. Um dia você irá se aposentar. E então, naturalmente, um dia você morrerá.
Mas, e a vida? Por que se importar? Se tanta gente vai bem, sem um propósito, sem metas, por que você se importaria em ser diferente? A razão é que você quer o sucesso!
Cada indivíduo vive de acordo com seus propósitos. Podemos não chamá-los 'alvos', mas é isso que são. O modo como vivemos em qualquer momento é determinado pelo alvo em direção ao qual nos movemos. Se nossas metas forem claras e boas, é quase certo que estejamos vivendo bem, mas se nossos alvos forem inferiores ou confusos, as chances são que nossa vida também tenha essas qualidades.
Precisamos, portanto, prioridades. Precisamos saber que estamos trabalhando nos alvos melhores e mais importantes.
Os alvos são a nossa motivação para o futuro; mas alvos sem planejamento são como um navio que tem destino, mas não tem leme. Você pode estar em movimento, mas tem pouco ou nenhum controle sobre a sua direção. Bons alvos merecem bons planos.
Idealize, planeje e viva!
Os grandes espíritos têm metas. Os outros apenas desejos. (Washington Irving)

TUDO SE APRENDE, NADA SE PERDE


"Aprendi o silêncio com os faladores, a tolerância com os intolerantes, a bondade com os maldosos; e, por estranho que pareça, sou grato a esses professores."
Khalil Gibran

SONHE

"Sonhe com aquilo que você quiser. Vá para onde você queira ir. Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida e nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce. Dificuldades para fazê-la forte. Tristeza para fazê-la humana. E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas. Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram. Para aqueles que se machucam. Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas.
O futuro mais brilhante é baseado num passado intensamente vivido. Você só terá sucesso na vida quando perdoar os erros e as decepções do passado.
A vida é curta, mas as emoções
que podemos deixar, duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar porque
em pleno dia se morre."
(Clarice Lispector)

Seja seguro no que acredita ser bom para vc!!!

ENQUANTO PARA OS OUTROS ERAM FRACASSOS, PARA ELE MAIS UM MOTIVO PARA TENTAR NOVAMENTE).

O importante é que se manter fiel ao seu sonho, à sua vocação.
Sempre vale a pena lutar pelos nossos ideais! Sempre acharemos força para continuar quando o que está a nossa frente é algo de extremo valor para nós!
Sempre venceremos o desânimo, o cansaço, a síndrome do "não posso".
Por fim, lembre-se que a perseverança é a virtude que permite que ingressemos na história e que a façamo-la
E você? O que tem desistido?

Tem um ditado que diz assim:
Não diga para Deus que você tem grandes problemas, mas diga para os problemas que você tem um grande Deus!
Que esse não seja um ditado em nossa vida, mas seja o reflexo das nossas ações, que dizem muito mais alto do que nossas palavras.

"Confia no Senhor e os teus planos serão estabelecidos"
(Provérbios 16:3)

Como o mundo era grande quando eu era pequeno...

A maior casa do planeta era a casa da minha avó Cícera, no bairro da Várzea.
Tinha milhares de hectares, um riacho passava no meio do quintal, havia
galinhas, patos, cachorros... isto sem falar de uma infinidade de insetos de
todas as cores e formas, a desafiar as minhas habilidades de caçador e, devo
confessar, de médico legista. Como eu ficava feliz de ir pra lá. Quando meus
pais viajavam e iam colocando os quatro filhos cada um na casa de um parente, eu
já tinha destino certo. Mas assumo que nem era pela casa propriamente, era pelo
quintal. Vovó precisava me chamar gritando para entrar e almoçar, pois eu não
queria descer das árvores. Pra quê comer feijão e arroz se tem pitanga, jambo,
banana, coco verde, mamão e manga... muita manga?

Minha avó é um doce de pessoa, hoje com quase cem anos, ela sempre soube me
compreender. Sabia que eu queria me sujar, correr com os meus amigos, viver
aventuras. Ah! Também tenho saudades da Barraca de Viana, onde eu podia comprar
o que quisesse só dizendo que era filho de Hélio... Hélio de Seu Olegário.
Quantas tardes sem fim passei entre aquele quintal e o campinho de futebol que
ficava lá pras bandas da casa de Tia Lenira. Havia dois mundos imensos, um ao
meu redor, outro dentro de mim, morando nas minhas fantasias e sonhos, que eram
aquecidos pela vida simples espalhada por toda parte.

Uma das coisas mais tristes em crescer é que os nossos mundos vão diminuindo. A
razão e a observação vão tomando o lugar do olhar criativo, capaz de inventar o
cenário no próprio ato de enxergar. Nós vamos avançando na vida e nos tornamos
menores na capacidade de apreciar pequenas experiências. Com o tempo vamos
ficando tímidos e insensíveis. Não dá mais vontade de correr atrás de uma bolha
de sabão e de voar, se for preciso, para alcançá-la a trinta ou quarenta metros
do chão. Vai batendo aquela preguiça de enfrentar piratas e bandidos de todos os
tipos, armado unicamente com um pedaço de cabo de vassoura, partido
especialmente para se converter em uma espada, com poderes mágicos de fazer
desintegrar o adversário com o mais leve toque. Tudo vai ficando tão real... tão
pobre.

Eu trocaria sem pestanejar uma semana de adulto por uma tarde de criança. Quando
eu era pequeno planejava que quando ficasse grande e tivesse meus filhos eu iria
brincar o dia inteiro com eles, mas não dá. Agora eu sou adulto e adulto é cego
e surdo. É incapaz de perceber a diferença entre uma caixa de fósforos e um
edifício repleto de soldados alemães que precisamos derrotar com um exército de
tampas de garrafa. Como eu não consigo ouvir o que dizem as bonecas de Thainá e
que ela escuta tão claramente que é até capaz de pedir pra elas falarem mais
baixo “porque painho está estudando”? Estou perdido! Sou irremediavelmente
adulto.

Hoje, lamentavelmente, vou pouco à casa de minha avó. Talvez pelo desconforto de
ver um quintal, comparativamente, tão pequeno. Lembro de ter perguntado a meu
pai se tinham vendido parte do terreno. E ele, como se adivinhasse meus
pensamentos, respondeu que não, que aquele quintal era do mesmo tamanho desde o
tempo em que ele mesmo era menino. Mas o fato é que ele foi mais criança do que
eu naquele lugar, e, quem sabe por isso, tenha absorvido mais dos seus
encantamentos. Eu já era adulto aos 14 e meu pai uma criança aos 40. Há muito
dele dentro de mim, mas é como se eu não pudesse deixá-lo fluir, sob o risco de
fazer traquinagens demais.

Um dia ainda vou ter coragem de parar o meu carro no meio da chuva ao lado de um
grande e belo telhado de zinco, fazer descer Thiago e Thainá e vou tomar banho
bica com roupa e tudo ao lado deles. Não faz muito tempo que chamaram Claudicéia
na diretoria do colégio, porque Thiago tinha se molhado todo num fiozinho de
água que caía do telhado da escola. Ainda bem que foi Claudicéia, porque se
fosse eu tinha brigado com ele: “Thiago, isso é bica onde você tome banho meu
filho? Respeite a tradição da família e só tome banho em bica boa”!

Tão pouco já nos fez tão felizes. Tanto só nos tem permitido viver. Alguém aí
empina papagaio?

Com carinho,

Martorelli Dantas

REFLEXÃO DA VERDADE

Você já se deteve em pensar como é importante a reflexão sobre qualquer face da verdade, ao seu primeiro contato com o dia que Deus lhe concede viver?
Logo ao se levantar, fixe-se numa idéia, dirigindo-a intelectualmente, pousando seu espírito sobre ela, extraindo lições com as quais se prepare para o novo dia de luta. Faça isso habitualmente, todas as manhãs, entes de começar o seu trabalho. Depois, vá à janela, olhe o dia que nasce para você, olhe a vida ao seu redor, respire fundo e louve o seu Criador.

Por que as pessoas gritam?

Um dia, um mestre indiano, preocupado com o comportamento dos seus discípulos, que viviam aos berros uns com os outros, fez a seguinte pergunta:

– Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas ou quando não se entendem?

– Gritamos porque perdemos a calma – disse um deles.

– Mas por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado? – questionou novamente o pensador.

– Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça – retrucou outro discípulo.

O mestre volta a perguntar:

– Não é possível falar com a outra pessoa em voz baixa?

Os alunos deram várias respostas, mas nenhuma delas convenceu o velho pensador, que esclareceu:

– O fato é que quando duas pessoas gritam é porque, quando estão aborrecidas, seus corações estão muito afastados. E, para cobrir esta distância, precisam gritar para que possam escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão de gritar, para que possam ouvir umas às outras, por causa da grande distância.

E continuou o sábio:

– Por outro lado, quando duas pessoas estão enamoradas, não gritam; falam suavemente. Por quê? Porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. Às vezes, seus corações estão tão próximos que nem falam, somente sussurram. E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, o que basta. Seus corações se entendem. É justamente isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.

Por fim, o pensador conclui, dizendo:

– Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará o dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta.

O Quarto Dedo

 Dois pastores ingleses estavam passando as férias de verão nas belíssimas montanhas do País de Gales. Caminhando pelos campos, encontraram um menino, pastor de ovelhas, que estava apascentando o seu rebanho.
Pensando na metáfora da obra do pastor de ovelhas, provocaram uma conversa com o pastorzinho. Descobriram que ele nada sabia de Deus, de Bíblia, de Cristo, o bom pastor, nem de igreja.
Esforçaram-se por ensinar o Salmo 23. Para facilitar a memorização, sugeriram associar cada um dos versículos com um dos dedos da mão direita.
Assim, ao dizer cada versículo, o menino seguraria, com os dedos da mão esquerda, os dedos correspondentes aos versículos.
Fim das férias, os pastores foram embora e rapidamente se esqueceram do episódio.
No verão seguinte, voltaram. Caminhando pela redondeza, um dia pararam na sede de uma fazenda para solicitarem um copo de água. Enquanto a atendente estava buscando a água, ficaram observando um retrato colocado sobre a lareira.
Quando a senhora chegou com a água, um deles comentou que aquele jovem da foto se parecia com alguém que eles conheceram. A senhora disse ser isso impossível pois que aquele era seu filho, morto no último inverno em meio a uma tempestade de neve. Morrera procurando uma ovelha extraviada.
Um dos pastores se lembrou do encontro do verão anterior e o comentou com a mãe. Esta, manifestando interesse, comentou:
- Há uma coisa que talvez vocês possam me explicar então.
Ao ser encontrado, vimos que o corpo dele havia caída num precipício e estava congelado. Mas os dedos de sua mão direita seguravam
firmemente o quarto dedo de sua mão esquerda.
E vocês sabem qual é o versículo correspondente ao quarto dedo?
"Ainda que eu ande pelo vale da sombra e da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo, e a tua vara e o teu cajado me consolam. " Salmo 23.4
Deus nunca nos deixa, mesmo que as situações de nossa vida sejam desfavoráveis.
- Eu estou contigo, te tomo pela tua mão direita e te digo: Eu te ajudo.

QUANDO DÓI UM CORAÇÃO (Texto de Letícia Thompson)

Quando dói o coração, todo o corpo dói.

Por que permitimos que as pessoas entrem assim tão dentro da gente a ponto de sairem carregando um pedaço de nós quando partem? Por que nos damos tanto, nos entregamos tanto, nos deixamos tanto em mãos não tão cuidadosas dos nossos sentimentos?

Deveríamos aprender a ficar na margem, olhando de longe a paisagem calma e nos satisfazer dessa visão, como quem se fascina com uma miragem. Mas não nos satisfaz olhar. Humanos que somos, precisamos absolutamente sentir, ao risco de nos afogar... e mergulhamos inteiramente.

E, vida afora, vamos mergulhando em promessas de amor eterno, felicidade infinita e mar de rosas. Não nos questionamos sobre probabilidades de perdas e decepções, pois só de pensar já é doloroso.

Dói... dói... dói e dói!... Mas isso não vai nos impedir de continuar, não vai nos impedir de viver. Pedaços de nós são ainda partes de nós e ninguém disse que precisamos chegar à velhice inteiros e sem marcas.

Isso é vida!!! Não desistir, manter-se de pé, doendo, mas de pé, cabeça erguida na direção do desconhecido e peito cheio de esperança que a próxima vez será diferente.

Grandes artistas obtiveram o melhor das suas obras nos grandes momentos de aflição e dor. Faça o mesmo: Mostre o que de grande há em você tirando partido das suas decepções!

Construa-se!!!

Tenha em mente que não é você que não foi digno daquele amor, mas aquele amor que não foi digno de você. E se faz parte da vida caminhar entre flores e espinhos, não se esquive do caminho.

Caminhe!!!

Amanhã talvez seja diferente. E talvez não. Mas entre as subidas e descidas, você vai ter sobrevivido. E vai ter, sobre tudo, vivido.

Não se preocupe

Não se preocupe com o futuro. Ou então preocupe-se, se quiser, mas saiba que a preocupação é tão eficacaz quanto mascar chiclete para tentar resolver um equação de álgebra. As encrencas de verdade de sua vida tendem a vir com coisas que nunca passaram pela sua cabeça preocupada e te pegam no ponto fraco as quatro da tarde numa terça feira modorrenta. Todo dia, enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo de verdade. Cante. Não seja leviano com o coração dos outros. Não ature gente de coração leviano. Use fio dental. Não perca tempo com a inveja. às vezes se está por cima, às vezes por baixo. A peleja é longa. E às vezes no fim, é você contra você mesmo. Não esqueça os elogios que receber, esqueça as ofensas. Se sonseguir isso me ensine. Guarde as antigas cartas de amor. Jogue fora os extratos bancários velhos. Estique-se. Não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida.As pessoas mais interessantes que conheço , não sabiam, aos 22, o que queriam da vida. Alguns dos quarentões mais interessantes que conheço ainda não sabem. Tome bastante cálcio. Seja cuidadoso com os joelhos, você vai sentir falta deles. Talvez você case, talvez não. Talvez tenha filhos, talvez não. Talvez se divorcie aos quarenta, talvez dance cirando em suas bodas de diamante. Faça o que fizer, não se auto congratule demais. Nem seja severo demais com você. As suas escolhas tem sempre metade das chances de darem certo.es de dar certo. E é assim para todo mundo...

Filhos

 
As crianças só se dão ao luxo de brigar quando tudo vai bem na família. Senão, elas se unem.

Crise

Num  texto, o autor manda o alerta: “a crise dá sinais”. 
   Desde que li esta frase, passei a notar que, antes que certas tempestades invadam o nosso quintal, elas enviam pequenas mensagens, que ignoramos por preguiça ou por achar que não mereciam nossa atenção. Justamente por causa disso, no momento que o vento começa a soprar com toda violência, estamos absolutamente despreparados para os trovões que começam a pipocar por todos os lados, e só nos resta, como diz o autor, procurar administrar da melhor maneira possível a devastação que se seguirá.
     Origem: a crise vem sempre do exterior, mesmo achemos que ela às vezes se manifesta apenas em nossas almas. Geralmente algo insignificante acontecido na infância, pode trazer grandes conseqüências na idade madura.
     A crise chega para destruir: por mais que procuremos, romanticamente, associar a palavra “crise” à palavra “oportunidade” (como fazem os chineses), essa associação só é possível quando estamos preparados para o imprevisto. Como raramente é o caso, a crise se instala e começa a arrasar tudo à nossa volta.
    O problema, por menor que seja, pode criar uma crise gigante. Em um casamento, um simples atraso na volta do trabalho, pode ser a gota d’água de todo um processo reprimido, que depois fica difícil conter.
    Tudo se transforma em munição devastadora: como a crise sempre implica em um diálogo de surdos, onde um não ouve o que o outro está dizendo, os argumentos se tornam inúteis. Se você disser “eu adoro laranjas”, a pessoa irá entender que você detesta batatas, e está insinuando que é infeliz porque justamente naquela noite lhe foi servido um prato de fritas no jantar. 

               Uma vez que a crise se instala, eis as piores maneiras de reagir:
     A] Ignorar o problema. .
     B] Negar o problema.
     C] Recusar-se a pedir ajuda.
     D] Mentir ou dizer meias-verdades.
     E] Culpar os outros.
     F] Superestimar a própria capacidade: 

     Então, o que fazer? Bem, eu já estive em muitas crises em minha vida, e penso que já cometi todos os erros acima descritos. Até que, talvez na pior de todas as minhas crises, apareceram amigos. Desde então, a primeira coisa que faço é, simplesmente, pedir ajuda. Claro que a decisão final será de minha total responsabilidade mas, ao invés de sempre ficar procurando bancar a forte, jamais me arrependi de ter me mostrado vulnerável. E quando comecei a agir assim, diminuí bastante minha capacidade de errar, embora ela continue ali, sempre esperando para dar o seu bote.

11 Minutos

11 Minutos

  Se eu tivesse que contar hoje minha vida para alguém, poderia fazê-lo de tal maneira que iriam me achar uma mulher independente, corajosa e feliz. Nada disso: estou proibida de mencionar a única palavra que é muito mais importante que os onze minutos - amor.      Durante toda a minha vida, entendi o amor como uma espécie de escravidão consentida.É mentira: a liberdade só existe quando ele está presente. Quem se entrega totalmente, quem se sente livre, ama o máximo.
     E quem ama o máximo, sente-se livre.
     Por causa disso, apesar de tudo que posso viver, fazer, descobrir, nada tem sentido. Espero que este tempo passe rápido, para que eu possa voltar à busca de mim mesma.
     Mas que bobagem é essa que estou dizendo? No amor, ninguém pode machucar ninguém; cada um de nós é responsável por aquilo que sente, e não podemos culpar o outro por isso.
     Já me senti ferida quando perdi os homens pelos quais me apaixonei. Hoje estou convencida de que ninguém perde ninguém, porque ninguém possui ninguém.
     Essa é a verdadeira experiência da liberdade: ter a coisa mais importante do mundo, sem possuí-la.

Trecho do livro "Onze minutos", de Paulo Coelho.