sábado, 11 de dezembro de 2010

As surpresas da vida

Amanhã é o aniversário do meu gatinho mais novo: 03 aninhos. Mas hoje vou escrever um pouquinho sobre meu casamento, que gerou nosso filhote lindo.
Quando estava já bem acostumada com a minha solidão, depois da minha separação, sem pensar em casar novamente e somente pensando em criar meus filhos da melhor maneira possível, ele apareceu. Era gentil, leal e carente. Extremamente atencioso. No início fiquei um pouco assutada porque realmente não achava que ainda existiam homens assim. Pensei: será que isso tudo não é só para me conquistar? Resisti...muito. E avançamos devagar. Não foi uma paixão fulminante. Até poque eu nem acreditava mais nisso. Não exigi que ele se transformasse no meu Grande Salvador nem na Fonte da Minha Vida, embora ainda hoje algumas pessoas (a grande maioria) acreditem que ele me salvou sim.
Me permiti aceitá-lo como era e ele me aceitou como sou. Lembro que um dia estávamos conversando na cozinha sobre casamento e ele insistia em casar comigo. Perguntei se realmente tinha certeza disso porque sou MUITO chata e ele respondeu que sim. Mas a certeza que estava na hora só veio mesmo quando sentamos numa pizzaria com nossos filhos e nosso mais velho nos perguntou o que falar com seus amigos sobre nossa relação. Se morávamos juntos, então éramos casados, apesar de não sermos ainda, mas não tínhamos alianças e ele não sabia se o chamava de "namorado da minha mãe" ou de "padrasto". Aí tivemos certeza que estava na hora. E foi a decisão mais acertada do mundo.
Casamos em 2005, no dia do aniversário de casamento dos meus pais. Queríamos uma data que nos desse sorte, já que meus pais sempre foram referência para nós. E está dando certo. Temos muita sorte de termos um ao outro. Procurávamos um no outro algo que fosse simplesmente possível de acontecer: uma relação de gentileza, um certo anseio comum de confiar e merecer confiança. Aprendemos que onde um acaba é que o outro começa, e não exigimos um do outro completude. Até porque ninguém completa ninguém. Somente nos bastamos e somos felizes assim. Bem felizes!

2 comentários:

  1. Linda história de amor, não foi como nos contos de fadas, não foi de repente, ele não é principe e ela não é princesa. Simplesmente são verdadeiros. Amor puro. Sem mágoas, maldade. Só a vontade de fazer o bem um pra o outro! Por isso, AMO demais esse meu cunhado que faz minha irmã tão feliz! Beijos e tô morrendo de saudades!

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  2. Lindo, irmã!!! adoro seus comentários!!!!me faz ficar mais pertinho de vc!!! te amo demais!

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